Por volta do século XVI no Brasil, uma tribo se reunia para a escolha do novo líder.
Fala o mestre-de-cerimônias:
- Estamos hoje aqui reunidos para a sucessão de nosso mestre.
O mestre a ser substituído acabara de morrer e havia liderado a tribo por quase noventa anos.
- A escolha se dará da seguinte forma: aqui está uma cuia com água e os candidatos a mestre precisam dizer o que vêem e nos convencer de suas idéias.
O primeiro candidato:
- Eu vejo uma lição de vida, pois vimos da água e como a água dos rios precisamos nos desviar dos obstáculos e irrigar outras vidas em nós e a nossa volta.
Todos o aplaudiram e o parabenizaram.
Segundo candidato:
Eu vejo o equilíbrio espiritual. Às vezes, somos levados a ver a cuia ora meio cheia ora meio vazia, mas precisamos manter o equilíbrio, estarmos conscientes de que é apenas uma cuia com água. Meio cheia ou meio vazia é apenas uma das muitas possibilidades.
Aplausos e felicitações.
Um grupo de tropeiros fortemente armados invade a reunião, deixando apavorados todos que ali estavam.
Um dos tropeiros toma a palavra:
- O que está acontecendo aqui? Isso é um congresso de maricas?
Muito exaltado, ele chuta a cuia. Aumentando o tormento das pessoas da tribo.
Antes calado pela entrada repentina da tropa, o mestre-de-cerimônias retoma a palavra:
- A partir de agora, amigos, esse é o nosso novo mestre.
O mestre-de-cerimônias e os demais passam a reverenciar o tropeiro, que nada entende, mas gosta muito da idéia.
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